Com pluralidade e reconhecimento público, Bienal se consolida como grande evento cultural

Não é um ponto final, são algumas reticências. Ou um quadro em branco à espera dos traços da próxima edição. A Bienal de Quadrinhos de Curitiba 2018 acabou neste domingo (9), depois de quatro dias (de sol!) intensos, plurais, democráticos e transformadores. Em tempos de intolerância deliberada, proporcionar diálogo é uma coisa e tanto.

Nesta edição, tivemos um elenco estelar: Marcelo D’Salete, Gidalti Jr., Luli Penna, Fabio Zimbres e tantos outros (insira seu artista favorito aqui_). Mas também, e cada vez mais, oferecemos espaço aos artistas independentes, que confiam sua criação à nossa Bienal. Muitos deles voltaram de sacolas vazias. Agradecemos a vocês pela quentura da feira, sem trocadilhos.

Nas palestras e debates, presenciamos o momento em que palavras e trocas se transformam em ideias, projetos. Em inspiração, enfim. É um legado invisível, mas fundamental. Vale ressaltar a pluralidade de nossa programação, em sintonia com a diversidade cada vez mais relevante: uma mesa LGBTQ+ e sua representatividade nos quadrinhos; e a presença do coletivo Leia Mulheres, em sua missão já bem-sucedida de valorizar a produção literária feminina.

Nosso homenageado, o samurai do traço concreto e ficcional, Key Imaguire Junior, foi relembrado à altura de sua importância histórica, com o troféu Claudio Seto e uma exposição – ela segue até novembro no MuMA, e vale cada segundo.

Tivemos até a aparição relâmpago de políticos e de um alcaide. Sim, nosso evento é um sucesso de público e por isso atrai atenção de quem quer fagocitá-lo momentaneamente para tirar uma casquinha em causa própria. Mas recebemos a todos da mesma forma – e para os exageros, há sempre um guardanapo à disposição (risos).

O divertido duelo de HQs teve, pela primeira vez, duas mulheres como finalistas: Carol Ito e Cora Ottoni – parabéns! As festas, as discotecagens (obrigado, Disco Veneno, pelo suingue contagiante), as sessões de cinema, os chopinhos de fim de tarde. E o encerramento divertidíssimo com Juliano Enrico, criador da série “Irmão do Jorel”, explicando seu processo criativo numa espécie de stand-up improvisado ao som de Roxette.

Cremos que você vai lembrar disso também, porque você é a peça fundamental de tudo que aconteceu por aqui. Então, obrigado e obrigado. Pela confiança e atenção. Nos vemos em breve, tenha certeza. Um grande abraço da Bienal.

Foto: Flavio Rocha

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