Curitibanos na Bienal de Quadrinhos: exposições discutem o futuro da cidade

Foca

Arte: Foca

Além dos mais de 60 convidados, como Marcelo D’Salete, Fabio Zimbres, Luli Penna e Gidalti Jr., a Bienal de Quadrinhos 2018 reforça o incentivo para que artistas curitibanos mostrem seus trabalhos em exposições, e suas ideias em debates e palestras. Eis o time prata da casa: Guilherme Caldas, Antônio Éder, Robson Vilalba, Allan Ledo, Ivan Sória, André Caliman, Fúlvio Pacheco, Ibraim Roberson, Marcelo Lopes, Alexandre S. Lourenço, Simon Taylor, Rômolo, Bianca Pinheiro, José Marconi, Greg Stella, Má Matiazi, André Ducci, Amanda Barros e Ariel daCunha, DW Ribatski, Chico Félix, Marcelo Bittencourt, Rodrigo Guinski, Thiago Galileo, BENETT, Clayton Jr., Natan SS., Pryscila Vieira, Paixão, Tako X, Elvo Benito e Foca Cruz (in memoriam)

Sonhar Curitiba & Olhar a Cidade

Seguindo o tema desta edição, “A Cidade em Quadrinhos”, nossos artistas serão convidados para um desafio e uma reflexão: que cidade imaginam para o futuro? O resultado dessa observação crítica poderá ser apreciado em obras de tamanhos e técnicas diversas, como grafite, colagem, ilustração e em meio digital. Os trabalhos farão parte da mostra “Sonhar Curitiba” e estarão expostos na sala 1 do MuMA – Portão Cultural, durante os dias da Bienal. A curadoria é da Bienal de Quadrinhos em parceria com a Gibiteca de Curitiba e com o projeto Traços Curitibanos.

Enquanto a cidade é pensada e registrada, Guazzelli vai lembrar da infância em Vacaria (RS) e associá-la a Curitiba. Luli Penna terá a missão de entrar num ônibus de linha e observar a cidade pelas janelas. E Marcello Quintanilha vai flanar por Curitiba para redescobrir e retratar a art déco, característica arquitetônica que viveu seu apogeu na década de 30. Esta é a ação “Olhar a Cidade”, residência que integra a Bienal deste ano em parceria com o SESI. O responsável por unir essas duas ações é Guilherme Caldas, “explorador” e ciclista convicto. O artista vai percorrer Curitiba de ponta a ponta para revelar o que nos passa despercebido. A Casa Heitor Stockler de França, no Centro de Curitiba, será o local onde os artistas irão desenvolver suas ideias e colocá-las no papel. A exposição estará em uma das salas da Bienal, no MuMA – Portão Cultural.

Allan Ledo

Arte: Allan Ledo

Há mais ações e projetos com nossos artistas convidados, se liga:

Nós em Traço

O coletivo multidisciplinar formado por Alessandra Lange, Ana Paula Luz, Juliane Engelhardt e Patrícia Machado atua entre as fronteiras da Dança, da Educação e das Artes Visuais, com foco no público infantil. Uma sala do MuMA – Portão Cultural irá receber esta performance no dia 8 de setembro, sábado, a partir das 15h.

Leia Mulheres

Grupo de leitura, resistência e debate criado por Emanuela Siqueira, mestranda em Estudos Literários pela UFPR. Emanuela é tradutora (inclusive de quadrinhos) e faz parte de uma vertente acadêmica muito atual e ativa, que valoriza a questão de gênero em obras literárias. Na Bienal, o grupo irá ler e debater “Sem Dó” (Todavia), HQ de Luli Penna sobre a São Paulo dos anos 1920. Com presença da autora e mediação da jornalista Fernanda Maldonado. No dia 8 de setembro, sábado, às 14h, no Palco Ocupa.

Croquis Urbanos

Desenhar ao ar livre por puro prazer, estimular a diversidade de linguagens gráficas e despertar o interesse por personagens, pela arquitetura e pelo design urbano de Curitiba. Esta é a proposta que move há cinco anos o grupo Croquis Urbanos, formado por amadores e profissionais, que semanalmente se encontra para observar e “eternizar” cenas do cotidiano da cidade. Durante a Bienal, os artistas e interessados vão retratar o MuMA – Portão Cultural. Quem quiser chegar junto, sinta-se à vontade! É só levar seu material de desenho. Os croquiseiros receberão a todos. Esta ação ocorre no dia 9 de setembro, domingo, a partir das 11h.

Impressão Minha (27’15”)

Diante da hegemonia digital, a materialidade do livro ainda instiga. Dirigido por Gabriela Leite, Daniel Salaroli e João Rabello, o documentário “Impressão Minha” discute o mercado editorial independente e o livro como objeto. O filme foi lançado no MIS (SP) em julho deste ano e será exibido na Bienal no dia 9 de setembro, domingo, às 17h.

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