Exposições da Bienal de Quadrinhos de Curitiba vão até o dia 05 de Novembro

A edição de 2016 da Bienal de Quadrinhos de Curitiba encerrou suas atividades principais, mas as exposições permanecem no MuMA, Gibiteca de Curitiba e Jokers até o dia 05 de novembro. Confira:

Shiko

Desenhos e pinturas que valorizam o negro – sua cultura, religião, política e o cotidiano de mulheres – Compõem a exibição de Shiko, em cartaz no MuMA.
Com diferentes técnicas e suportes, o artista nos apresenta, em 20 obras, retratos que nos encaram com olhares profundos, flagrantes de musicalidade e exemplos de uma sacralidade contemporânea.
Retinto reúne peças de vários períodos e fases do artista paraibano. Shiko recebeu os prêmios Angelo Agostini e HQ Mix por O Azul Indiferente do Céu (2014).
Local: MuMA – Sala 1

Quintanilha

Marcello Quintanilha (Niterói – RJ) se notabilizou por resgatar uma particular iconografia eminentemente brasileira, referenciada no cinema, imprensa e fotojornalismo para os quadrinhos. Doo de um traço de base hiper-realista, o autor explora, em sua obra, em exposição no MuMA, as diversas facetas do ser humano e sua relação com o mundo que o cerca.
Radicado em Barcelona, Quintanilha venceu, em 2016, o prêmio Angoulême por “Tungstênio” (Editora Veneta). No mesmo ano, lançou “Hinário Nacional”
Local: MuMA – Sala 1

E Benicio Inventou A Mulher

É difícil encontrar adjetivos para Benicio, porque a sua imensa produção de alto nível em mais de 60 anos se estendeu em diversas áreas, sempre trabalhando de forma impressionantemente rápida e talentosa, em mais de 300 pôsteres de cinema, capas de revistas, ilustrações de livros, anúncios publicitários, ilustrações históricas, de arquitetura, ilustrações para adultos e crianças.
No entanto, sua marca é sem dúvida as pin-ups, que surgiram principalmente ao trabalhar durante mais de 20 anos para a editora Monterrey.
A maior parte das ilustrações da exposição são desse período, em especial com Brigitte, apenas uma fração da monumental produção que Benicio desenvolveu durante sua vida.
Local: MuMA – Sala Domício Pedroso

O Mundo Segundo Jouralbo

Depois de ser recolnhecido como um dos grandes quadrinistas brasileiros, Allan Sieber incentivou seu pai, Jouralbo Sieber, a retomar sua carreira. A mostra “O Mundo Segundo Jouralbo”, no MuMA, reúne óleos, quadrinhos, artes finais e layouts para a propaganda gaúcha, produzidos pelo autor entre as décadas de 1950 e 1980.
Roteirizado pela quadrinista carioca radicada na França Cinthia B e por Allan Sieber, “O Mundo Segundo Jouralbo”, seu segundo livro, é um apanhado de memórias, teorias e divagações enviadas por cartas entre 2012 e 2015 para o filho Allan que, por suas vez, convidou 42 desenhistas para fazerem quadrinhos em cima dessas histórias.
Local: MuMA – Sala 1

Curitibanos!

Nunca houve tanto interesse, diversidade e pluralidade em quadrinhos em Curitiba. Com crise ou não, as edições independentes estão saindo do papel. Ou entrando nele. Nesta exposição, serão exibidas dezenas de páginas de obras de atores locais que foram recentemente publicadas, que estão sendo publicadas ou que serão publicadas em breve em Curitiba, legitimando um momento único da produção local e revelando seu potencial e diversidade.
Local: MuMA – Sala Célia Neves Lazzarotto

Action Figures

Da arte helenística, passando pelos clássicos romanos e pelos grandes renascentistas, tendo como mestres atemporais artistas como Donatello. O escultor Thiago Provin também não esquece do barroco de Bernini e de aleijadinho. Assim, nos propõe na exposição Action Figures, presente na Bienal de Curitiba, um encontro inesperado entre o clássico e o popular. Batman vs Michelangelo. A mostra no MuMA terá 20 trabalhos que ilustram a trajetória do artista.
Local: MuMA – Sala Célia Neves Lazzarotto

Quadrinhópole 10 Anos

A exposição é uma amostra do projeto criado há 10 anos por Leonardo Melo e Antônio Eder, do qual tantos artistas fizeram parte e continuam a fazer e a escrever, desenhar, imaginar e sonhar. Nos últimos três anos, a Quadrinhópole direcionou seus títulos para álbuns maiores, que somam em torno de 1.600 páginas de quadrinhos. Nada mal para “sonhadores”, como os dois se autodefinem.
Local: MuMA – Sala Célia Neves Lazzarotto

Expostas

Nos últimos anos, a produção de histórias em quadrinhos no Brasil cresceu consideravelmente e, com ela, as experimentações intermidiáticas. As autoras aqui expostas jogam nas mais variadas áreas, do texto escrito à pintura, passando pela fotografia, vídeo-arte, .gif e cartazes.
Convidamos vocês a esse passeio transmídia entre quadrinhos e outras artes aqui expostas. Lila Cruz, Maria Clara Carneiro, Pupuio, Mazô, Mariamma Fonseca, Lovelove6, Amanda Barros, Bianca Pinheiro, Melissa Garabelli, Sirlanney, Estelle Flores, Samanta Floor, Pryscila Vieira.
Local: MuMA – Sala Célia Neves Lazzarotto

Venas Abiertas

A exposição tenta aproximar o público do muito que é produzido em quatro países sul-americanos: Argentina, Equador, Peru e Uruguai, terra natal de Eduardo Galeano, autor da obra referencial de onde se toma emprestado o título da mostra.
Nas veias gráficas que correm pelo corpo da mostra, circulam os desenhos versáteis do portenho Lucas Varela, da equatoriana Power Paola, do uruguaio Troche e do peruano Jesús Cossio.
Local: MuMA – Sala 1

70 Anos de Lucky Luke

A Bienal de Quadrinhos de Curitiba, com a coordenação da Zarabatana Books e do desenhista Bira Dantas, realizará uma exposição comemorativa dos 70 anos da história em quadrinhos Lucky Luke, do autor belga Morris. Ela irá reunir trabalhos de autores brasileiros homenageando o personagem e seu universo.
Lucky Luke aparece em mais de 70 histórias desenhadas por Morris de 1946 a 2001, grande parte com roteiros de René Goscinny. Também é responsável pelas histórias de Asterix. A história em quadrinhos traz uma grande galeria de personagens, fictícios e reais, para montar uma versão divertida e cheia de aventuras do oeste norte-americano: os Primos Dalton, o juiz Roy Bean, Billy the Kid, Jesse James, Jane Calamidade, o trapaceiro Joss Jamon, o Doutor Doxley, a atriz Sarah Bernhardt e outras figuras do imaginário do velho oeste como o trem a vapor, a cavalaria, o saloon, a caravana, a diligência, etc.
Local: MuMA – Sala Célia Neves Lazzarotto

Pochep Phillippe

O francês Pochep Phillippe foi reconhecido inicialmente pelo blog Politburo, em 2007. Depois multiplicou suas participações na internet, inclusive com uma experiência pioneira e coletiva em novela em quadrinhos.
Pochep colabora regularmente para publicações como “Fluide Glacial” e “Revue Dessinée”, em que conta a história do epicentro da vida gay parisiense nos anos 1970. Como autor solo, publicou seis livros e é um dos idealizadores do projeto “17 de Maio”, coletivo que reúne 40 quadrinistas contra a homofobia.
Local: MuMa – Sala Domício Pedroso

Navio Negreiro – Elvo Benito Damo

Navio Negreiro é uma produção em xilogravura, realizada a partir de 207 matrizes em madeira entalhadas. O artista baseou-se no livro “Navio Negreiro”, de Castro Alves, usando como referências personagens do Velho Oeste, como o Tex e outras citações a caubóis. Elvo Benito Damo e escultor, gravador e quadrinista. Formado pela Escola de música e Belas Artes do Paraná, recebeu prêmios nacionais e internacionais em diversos salões de arte. Tem obras nos principais museus do país. É também orientador do Atelier de Escultura do Centro de Criatividade da Fundação Cultural de Curitiba. Vive e trabalha em Curitiba (PR).
Local: Gibiteca de Curitiba

Juscelino Neco

Juscelino Neco é quadrinista e a autor das Graphic Novels “Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço” e “Matadouro de Unicórnios”, ambas publicadas pela Editora Veneta. Atua como ilustrador freelancer e seu trabalho, uma releitura pop de elementos de filmes de terror e ficção cientifica, pode ser visto em camisetas e pôsteres de shows. Já prestou serviços para marcas como Chilli Beans e As Baratas.
Local: Jokers

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