Joan Cornellà, “o transgressor”, é confirmado na Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Quando criança, ele costumava desenhar “serial killers assassinando pessoas inocentes e pedófilos estuprando unicórnios, e unicórnios estuprando e matando assassinos e pedófilos e outros unicórnios.” Hoje, o ilustrador catalão Joan Cornellà é uma das pessoas mais respeitadas por sua loucura – pequena, na verdade, em relação ao que acontece por aí: ganhou destaque no mundo com uma série de tirinhas que podem ser classificadas como doentias, de humor negro, provocativas, insanas etc.
Pois Cornellà é outro dos convidados internacionais da Bienal de Quadrinhos de Curitiba, que acontece no MuMA entre 8 e 11 de setembro. O artista vem a cidade graças a uma parceria entre a Comix Book Shop e a Editora Mino, responsável por sua publicação no Brasil (o primeiro álbum dele lançado por aqui foi “Zonzo”, em fevereiro deste ano).
Ele cria tirinhas sem falas, com acontecimentos estranhos, que só podem sair de uma mente um pouco perturbada, segundo suas próprias palavras. Mas tudo o que faz, por mais absurdo que seja, mantém uma ligação direta com problemas sociais, intolerância ou fanatismo religioso e outras questões contemporâneas. É um soco em cores, que promove até perseguição – diariamente o artista, com quase 4 milhões de seguidores no Facebook, recebe denúncias devido à sua obra “polêmica”.
Avesso a super-heróis e fã de Daniel Clowes,  Helge Reumann, Paco Alcázar e Michael Kupperman Joan Cornellà Vásquez nasceu em Barcelona, em 1981. Graduou-se em artes e trabalhou por muito tempo para o jornal “El Jueves”. Atualmente colabora com inúmeras publicações, entre elas o jornal The New York Times. Tem quatro livros lançados. “Abulio” (2010), “Fracasa Major” (2012), “Mox Nox” (2013) e “Zonzo” (2016).
O catalão é o quinto artista internacional confirmado para a Bienal de Quadrinhos de Curitiba. Ele se junta ao peruano Jesus Cossio, à colombiana Power Paola, à israelense Rutu Modan e ao uruguaio Troche.

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